10/8/2011 - Luiz Justino
Carro flex pode fracassar, dizem usineiros
Eu fico embasbacado com notícias iguais a esta. Quando o programa pró-alcool foi estabelecido, os usineiros faziam qualquer coisa para que ele desse certo. A produção era suficiente (ninguém falava em intempéries), o preço era competitivo, o interesse em atender o povo com um combustível satisfatório e preço mais satisfatório ainda, era evidente. Fomos cobaias de diversos experimentos que usavam álcool e que era visível a repulsa de quem usava. Quem tinha carro a álcool, era motivo de piada. O povo foi aceitando um combustível ineficaz, ruim, prejudicial aos motores, mas que era antes de tudo, um combustível "brasileiro", com custo aceito para a realidade do nosso povo, menos poluente, que não estaria sujeito as imposições de produtores de petróleo que ditavam preço e cotas para atender o mundo.
Com o tempo e a paciência dos brasileiros, o programa foi aperfeiçoando, o povo foi transferindo sua preferência para este tipo de combustível, pois nós produziríamos o quanto gastássemos, mas sempre com um custo que agradasse a todos nós.
Agora, quando os usineiros dominaram a situação, a produção é insuficiente, o tempo não ajuda, o preço é ruim, só da prejuízo, o consumo alto exige mais produção e por isso tem que custar mais caro. Nunca ví isto na minha vida. Todo produto cuja produção tem colocação garantida, tende a abaixar o preço.
Quando existe aumento por algum motivo que só os usineiros justificam preço sobe, igual ao "Challenger", mas quando a produção aumenta e o produto sobra o preço desce, igual a " Challenger" de novo... só que de paraquedas, mas nunca chega no preço que estava, sempre abaixa menos do que subiu.
Na realidade, no meu entender, a culpa é exclusiva do governo, que aceita os usineiros exportar álcool a preço internacional, quando o açucar está melhor de preço, eles diminuem a produção de álcool e passam a produzir açúcar e com isto o custo nunca fica de acordo com o que foi prometido ao longo da implantação do programa.
A Petrobrás que é uma empresa do Brasil ( O Brasil, são os brasileiros), lucra absurdamente, tirando tudo dos nossos bolsos, pois o petróleo que hoje jorra abundante, custa mais caro do que quando comprávamos a milhares de quilômetros de distancia.
Enfim, quem manda no Brasil hoje são os usineiros. Eles ditam o preço do álcool e o governo faz de "João sem braço" e coloca a gasolina sempre com a porcentagem bem acima do álcool, enquanto isso vende nos países vizinhos a preços até 60% do que pagamos aqui.
Não é para ficar "EMBASBACADO" ???
15/4/2011 - Roosevelt S. Fernandes
A Comissão Mista - Deputados e Senadores - que trata do tema "Mudanças Climáticas" volta a seus trabalhos.
Um bom momento para destacar - o que possivelmente os membros da Comissão já
saibam, mas nunca é demais relembrar - que não basta focar soluções para o
enfrentamento da crise ambiental que vem preocupando a todos, pelo menos os
de bom senso.
É importante destacar que nessa Comissão o Espírito Santo está muito bem
representado na pessoa do Senador Ricardo Ferraço, que já deixou muito bem
clara as suas preocupações com a temática ambiental, a quem já tive o
cuidado de enviar este mesmo tipo de consideração.
Mas, efetivamente, onde reside a nossa preocupação? Ela está na base de toda
a discussão, ou seja, como assegurar sucesso às ações recomendadas pela
Comissão se, tudo leva a crer, a sociedade - apesar de se dizer
conscientizada pela problemática das Mudanças Climáticas, ainda não mostra
convicção a respeito do que deve ser feito (em conjunto ou isoladamente) de
modo a contribuir para a eficácia das ações sugeridas.
Não são muitas as pesquisas nesse sentido - estamos falando de pesquisas que
acoplada à avaliação do nível de envolvimento da sociedade com a temática,
também pesquisa saber o que a sociedade efetivamente "percebe" de tudo que é
falado a respeito - pois as que apenas evidenciam o envolvimento da
sociedade não podem ser consideradas como resposta conclusiva do nível de
envolvimento da sociedade com a solução desse grave problema ambiental.
Deste modo, infelizmente, as coisas - na teoria - ficam resolvidas. Há,
porém, um problema a ser resolvido na área prática: a sociedade está
preparada para assumir a sua responsabilidade (que não será pouca) na
solução do problema?
Certamente, não estamos pensando em uma sociedade totalmente politizada no
sentido de assumir a plenitude da discussão do processo das Mudanças
Climáticas. Como pensar nesta utopia se até os "iniciados" nessa discussão
ainda se vem diante de prós e contras. Obviamente, o que se tem como
objetivo é uma sociedade minimamente informada (o necessário), em condições
de entender "qual é o problema", "as soluções pretendidas", bem como "o ônus
a ser pego pela sociedade no processo de implantação de tais soluções ".
Parece um conhecimento mínimo, mas efetivamente, não é.
A nosso ver, um dos grandes focos de atenção da Comissão Mista,
independentemente dos muitos outros já conhecidos, deverá ser a discussão do
nível de preparo (conscientização) da sociedade brasileira frente às ações
que precisam ser implantadas.
Se pretendermos contar com a sociedade para atuar "como exército", iniciando
pelos grandes centros urbanos, em relação a "Guerra das Mudanças
Climáticas", no mínimo este exército precisa conhecer bem o inimigo e estar
motivado a entrar na guerra, sabendo do custo que isso trará a cada um dos
envolvidos.
Porém, é bom que se diga, a mudança de paradigma não é unicamente um desafio
para os políticos da Comissão Mista, mas, sem dúvida, de toda a sociedade,
inclusive aquele segmento que ainda pode ter dúvidas com relação ao
Aquecimento Global (causa) e as Mudanças Climáticas (efeitos); neste caso,
conservadoramente, vale a adoção do Princípio da Precaução.
Faça contato com o político que você elegeu; explicite a sua preocupação com
o problema; temos que fazer uma grande corrente – todos os segmentos da
sociedade (quem tem o poder do voto e àqueles que têm a condição de uso
desse poder) de modo a evitar surpresas previsíveis.
Roosevelt S. Fernandes
Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
roosevelt@ebrnet.com.br
5/2/2010 - José Adolfo bastos
Sobre a venda de livro em embalagem de cigarro. Nos anos 60 a Editora Saraiva mantinha uma assinatura de classicos impressos em papel jornal(hoje, reciclado). Denominava-se Colecao Saraiva e propunha: Um livro pelo preço de um maço de cigarros. Foi assim que, adolescente, tomei contato com a boa literatura.
26/1/2010 - Edson Rodrigues
Chuva + quintal e calçadas cimentadas + asfalto + garrafas esacolas plástica + construções em áreas de risco de mananciais com assoreamentos e desmatamento = impermeabilização a céu aberto que resulta em caos seguido de sensacionalismos televisivos³! Mais eu juro pra vocês que todos os dias eu dou um puxão de orelhas na natureza viu? Ela sabe que somos predadores e parasitas e insistem em querer nos vencer. Somos cabeças pensantes, racionais e tudo mais; e la vem ela de novo a "velha" natureza querendo nos extinguir!
21/1/2010 - Roosevelt Fernandes
Efeitos nocivos da desinformação
Angra dos Reis, São Luís do Paraitinga, cidades gaúchas, São Paulo e pontos do interior paulista ameaçados pelo transbordamento de represas. Nunca vivemos uma situação de tamanho medo diante do poder da água que vem dos céus. Isso significa mudanças climáticas que têm a ver com o deslocamento de nuvens carregadas, movidas pelo ar mais quente ou ar mais frio, que, por sua vez, têm tudo a ver com o desequilíbrio das temperaturas. E é disso que se trata quando abordamos o aquecimento global. A temperatura média do planeta pode subir entre dois e seis graus até o final do século. Média é a soma da mais alta com a mais baixa, dividida por dois. Isso quer dizer que algumas regiões da Terra terão picos de calor e frio. Vejam o que tem acontecido em tantas partes do Brasil, fenômenos, recordes de décadas. O que explica isso? Se alguém puder dar argumentos que divirjam do aquecimento global, envie e o Portal da Conapub terá a honra de publicar as opiniões com um mínimo de racionalidade.
Enquanto isso, deixamos, logo abaixo, a colaboração de um assíduo e honroso leitor/internauta:
Fato real. Conversa ouvida em uma fila de banco:
- Meu amigo, tudo bem?
- Desagradável, apenas este calor.
- Mas, você sabe, isso é culpa de uma tal de Mudança Climática.
- Eu sei. É a redução do número de estações do ano de quatro - primavera, verão, outono e inverno - para apenas duas, chuva e verão.
- E é verdade mesmo, pois na estação do verão, dado o calor excessivo, há muita evaporação de água que acaba caindo (acima do esperado) na estação das chuvas.
- Sabe que você conseguiu explicar este processo, pois vinha ouvindo muita coisa sobre este tal de Aquecimento Global e não estava entendendo nada.
- Amigo, não use o termo “Aquecimento Global”, pois ele não está correto. Realmente na estação do verão o tempo esquenta muito, mas na estação das chuvas as coisas esfriam.
- Já ouvi comentários que esta tal de “Mudanças Climáticas” irá afetar muito a agricultura e vai obrigar muita gente a se deslocar de uma região para outra?
- Bobagem! A tecnologia está aí para resolver este problema. Coleta a água na estação das chuvas e usa como irrigação na estação do verão. Já tem até projeto de transbordo de um rio para o outro para resolver o problema da seca no Nordeste.
- Então esta história de economizar no uso da água é bobagem, pois a captação da água na estação das chuvas irá resolver o problema da falta de água no verão. Mas falam que o homem é culpado de tudo isso!
- É verdade. Sem estar por dentro das coisas como realmente são, acaba ficando assustado sem necessidade, lendo e ouvindo coisas que um dia se mostram como tremendos problemas. E, no dia seguinte, vem alguém e diz que o falado não é verdade.
- E este inverno absurdo da Europa e América do Norte?
- Na estação das chuvas, em um lugar muito frio, em vez da água evaporar, ela vira gelo, o que explica este monte de gelo nessas regiões. Mas, não se preocupe, pois a natureza é sábia. Quando precisa de água ela descongela o gelo ou derrete um pouco da neve no pólo da Terra.
- Mas há quem diga que a população está crescendo; isso não afeta esta tal de Mudança Climática?
- Claro que não. A população vem crescendo desde o início do mundo e esta tal de Mudança Climática só apareceu agora.
- Li que estão discutindo uma tal de redução de emissão de CO2; isso tem alguma relação com o problema?
- Tem, mas não tem solução. Li em um livro de química que toda vez que se queima um combustível há obrigatoriamente a emissão de CO2. Como não há como reduzir o consumo de combustível no mundo, pelo contrário, o consumo tende a crescer, não há como pensar em reduzir a emissão deste tal de CO2.
- Amigo, foi bom ter falado com você. Aprendi em poucos minutos um assunto que vinha me preocupando há muito tempo. Por que será que a mídia não explica essas coisas de forma tão fácil; todos entenderiam e deixariam de se preocupar desnecessariamente com as mudanças climáticas.
A conversa se encerrou neste ponto. Cada amigo foi para um lado. Como produto dessa conversa fica apenas um aumento significativo da preocupação em relação à necessidade de esclarecer a sociedade o que realmente é o processo das Mudanças Climáticas. E o mais importante, esta discussão exige o amplo envolvimento de uma sociedade presente e esclarecida. Em tempo: a família (por enquanto) vai bem, obrigado.
Roosevelt S. Fernandes
Coordenador do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
21/12/2009 - Romildo José Dias
Hidrovias surgem como trunfos contra o aquecimento. Com este título, parece que se resolve parte do problema mundial do aquecimento global. Só que estão se esquecendo dos problemas ecológicos que virão com a navegação em nossos rios. Se as margens não estiverem protegidas, haverá aumento da erosão das margens, ocasionando uma diminuição do leito navegável. Este problema já existe no Rio Paraguai e no Rio Taquarí, ambos no Mato Grosso do Sul. Onde o movimento das barcaças tem provocado um grande assoreamento, comprometendo o ecossistema no pantanal Sul Matogrossense. E a areia que se desprende das margens, devido às ondas formadas pelo movimento dos navios, vai parar no leito dos rios. Pensem bem no tamanho do investimento para prepararem as margens dos canais navegáveis. A quantidade de cimento que será necessária. Isto é uma obra faraônica, maior que a construção da Hidrelétrica de Itaipú.
20/11/2009 - Margot Gonçalves
A multimodalidade de opções, no deslocamento das pessoas nas cidades do mundo todo, deveriam ter uma proporcionalidade de um circuito de ruas para automóveis já prontas, destinadas ao uso exclusivo de bicicletas e pedestres. Uma migração de demandas impostas dos motores às alternativas de acesso a todas as partes da cidade num circuito Ciclopeviário, sem investimentos ou custos extras, apenas a liberação de vias estudadas e secundárias.
3/11/2009 - Rosemberg J G de Sousa
Bom dia! Recentemente me cadastrei para receber a Newsletter Conapub, não me lembro mais qual foi a ocasião, mas só sei que tenho prestigiado muito o conteúdo informativo do jornal. Quero parabenizar os editores pelas notícias curtas e proveitosas! Um abraço e obrigado!
3/9/2009 - Ainor Francisco Lotério
Senhores, recebo em minha caixa as informações de vocês e resolvi colaborar. Idealizamos e desenvolvemos a agrosofia, um novo jeito de encarar a natureza e motivar pessoas. Vejam meu site. Aplico isto em palestras e adotei como modo de vida. A natureza nos dá os alimentos, os medicamentos e aponta o nosso comportamento social e pessoal. Isto é agrosofia. A agricultura é muito mais do que um negócio, mas uma filosofia de vida, como todo o nosso relacionamento com a natureza deveria ser. Ainor francisco lotério* extensionista/engenheiro agrônomo, mestre em gestão de políticas públicas palestrante - www.ainor.com.br "motivar, refletir, capacitar, emocionar e divertir"
3/9/2009 - Rutielly
Boa dia, O Brasil chegou a calamidade, como já se viu fazer dia nacional de Tambor-de-Crioula,isso realmente é o cúmulo...hehehee.
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